2208Fri2014

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Especiarias do Brasil

Um dos temas mais recorrentes das aulas de história é o comércio de especiarias entre a Europa e o Oriente, não é mesmo? Desde que entramos na quinta série, ouvimos nossos professores comentarem sobre a busca de produtos como cravo, canela, pimenta e plantas, que eram encontrados especialmente na Índia, e faziam o maior sucesso na Europa.


Especiarias

Mas o que é pouco falado nesta história é que a Amazônia também foi, no século XVII, uma grande fornecedora de especiarias para a Europa.

A única diferença é que as especiarias do Brasil eram chamadas de ‘drogas do sertão’. A lista de produtos retirados da Amazônia naquele período era imensa. Nela havia madeira, raízes, frutos e até mesmo cipó.

O comércio de especiarias da Amazônia se tornou bastante volumoso justamente no momento em que o comércio com o Oriente entrou em crise. Desde o começo do século XVII, quando Portugal perdeu vários pontos comerciais no Oriente, a Amazônia brasileira se tornou a grande fornecedora de especiarias para os portugueses.

 

Mercado Ver-o-Peso em Belém do Pará

O trabalho de coleta das famosas drogas do sertão era realizado especialmente por indígenas escravizados ou indígenas cristianizados, já adaptados à cultura dos europeus.

Apenas para se ter uma idéia, entre 1700 e 1702, mais de 200 canoas foram ao interior da Amazônia em busca das tais drogas do sertão.

Mesmo com o fim definitivo da escravidão indígena no século XVIII, o comércio de produtos amazônicos nunca deixou de existir. Ainda hoje ele é muito forte e movimenta a economia local.




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